LARANJA DE TANGUÁ É RECONHECIDA COMO INDICAÇÃO GEOGRÁFICA

As laranjas da Região de Tanguá, que corresponde aos municípios de Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito e Araruama, configurando uma área aproximada de 8.525 km² no estado do Rio de Janeiro, foram reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), como Indicação Geográfica, na categoria Denominação de Origem.

O título contempla laranjas da espécie Citrus Sinensis das variedades Seleta, Natal Folha Murcha e Natal Comum. Esta é a 100ª Indicação Geográfica reconhecida pelo INPI, sendo 32 Denominações de Origem (23 nacionais e nove estrangeiras) e 68 Indicações de Procedência (todas nacionais). A Indicação Geográfica se constitui sob duas formas: Indicação de Procedência e Denominação de Origem. A Indicação de Procedência é o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que se tenha tornado conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço.

Já a Denominação de Origem é o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que designe produto ou serviço cujas qualidades ou características se devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos.

O selo IG é usado em muitos países, principalmente na Europa, para valorizar a cultura alimentar de um território e, com isso, ser uma chancela que possa ajudar a alavancar as vendas de um determinado produto, criando, obviamente, fomento e desenvolvimento  econômico. Além disso, é um chamativo turístico. Exemplos clássicos são as regiões francesas da Champagne e Cognac. Só podem ser denominadas champanhe e conhaque as bebidas produzidas nessas regiões demarcadas. Cerca de 30 produtos gastronômicos brasileiros já possuem a IP e nove, a DO.

Maior produtora de laranja do estado, a Região de Tanguá conta a seu favor com a tradição no cultivo da fruta e, principalmente, seu nível de açúcar, tornando-a uma fruta bem doce, agradável ao paladar. Além disso, a fruta pode durar até duas semanas depois de colhidas. A região conta com mais de mil produtores de laranjas, a maioria composta de pequenos produtores.