PAREM AS MÁQUINAS! TEM EVENTO IMPERDÍVEL NO SEBASTIÁN, NO DOMINGO QUE VEM: COZINHA NO QUINTAL

Sebas fish burguer, novidade no menu: brioche, peixe empanado, salada refrescante de couve chinesa e aioli de nori

Bruno Agostini

Este post é um tanto cabotino, eu sei, mas dizem que a propaganda é a alma do negócio. Não vou deixar de fazer a minha. É também, meio que uma galhofa, vocês entendem. Não tem outro jeito.

Porém, para postar aqui, é claro, eu – como editor do site – pedi autorização ao Diretor de Redação desta revista “Rio Já”. Porque tentar atrair para si as atenções é uma legítima forma de ganhar a vida, e também de promover os parceiros. Mas, enganar os amigos e chefes, não. Sou um jornalista sério, independente e isento. Nem sempre…

Portanto, o jornalista Ricardo Bruno permitiu que eu fizesse esta matéria divulgando um evento que vou realizar, no próximo domingo, dia 24. Só pra deixar registrado.

Então, venho através desta reportagem, que puxa a brasa para a minha própria sardinha, comunicar que acontece no domingão que vem, a partir das 13h, uma bela panelada no coração do Baixo Gávea. Mas todos estão convidados a chegar logo ao meio-dia, para começar a bagunça. Vai ser mais uma edição do Cozinha no Quintal. Imperdível, eu diria. Não que eu já não fosse de qualquer maneira, mas iria de qualquer jeito, e não perderia por nada o tal banquete na calçada.

Trata-se de um evento muito legal, realizado semanalmente, sempre aos domingos. Uma criação dos amigos Fabrício Chagas e Ricardo Rebello, que são, respectivamente, chef e sócio do Sebastián Gastrobar, localizado no número 8 da Rua dos Oitis, epicentro do BG. No Instagram @sebastiangastrobar você consegue acompanhar a programação.

Eles chamam amigos, geralmente cozinheiros, o que não é o meu caso, para fazer um almoço ao ar livre. O preparo acontece numa grande e fumegante paella (a frigideirona larga e baixa que batiza o arroz, receita tradicional espanhola). Fumegante e perfumada.

(Nota do editor, eu mesmo: paella é o nome da panela, que assim batizou o prato, originalmente chamado de “arroz a la paella”. A meu ver, “paellera” é um neologismo desnecessário, mas aceito: já foi consagrado pelos dicionários de Cervantes).

Fabrício fez o honroso convite há umas três semanas, e me perguntou o que eu gostaria de servir pra galera. Lancei umas ideias, e no sábado passado a gente se encontrou, para beber umas cervejas (lá tem Interstellar, da Hocus Pocus!!!) e definir o que vamos preparar:

Teremos um “Arroz chaufa de chicharrón de cerdo y pulpo, con aioli de limón y chimichurri de cilantro”.

Traduzindo: arroz peruano frito, com barriga de porco crocante, tentáculos de polvo grelhados e maionese de limão, com chimichurri de coentro. Imagina só isso: ai, que delícia… o verão.

Uma homenagem, é claro, ao Peru, um país que tanto eu quanto o chef amamos de coração. Que comida fantástica encontramos ali. Marco Espinoza, do Lima, que o diga. A inspiração vem de lá. Dele, um grande irmão, e de seu país.

Como eu só dei a ideia, e quem vai cozinhar mesmo é o Fabrício, esse baiano porreta, e sua equipe, acredito que o resultado será excelente. Teremos pimenta arretada, é claro. Porque a meu ver este prato pede.

Vou ajudar, obviamente. Observando o preparo, e brindando com os amigos, e quem mais chegar.

Não percam. Domingo, dia 24 de março. A partir das 13h. Te esperamos lá.

Ceviche da casa: versão do chef

Falando nisso, eles estão mudando o menu do Sebastián Gastrobar. No nosso encontro da semana passada pude provar algumas novidades, que serão lançadas, provavelmente, a partir do dia 26. A confirmar.

Como, por exemplo, as coisas que provei no sábado passado. Começando pelo “La mar”, homenagem à ceichería de Gastón Acurio, assim definido no menu: “Essa é a versão do chef de um ceviche peruano unindo a simplicidade e o punch do leche de tigre que fazemos de milho verde e pimenta de cheiro, batata yacon, milho crocante. Acompanha tortilha de milho”.

Tartare de carne-de-sol: Sertão na Gávea

Em seguida, veio o “Sertão na ponta da peixeira”, um steak tartare bem nordestino, com futuro promissor: “Carne curada e picadinha na ponta da faca, picles de maxixe, maionese de cebola queimada. Acompanha fritas da casa”. Igualmente testado e aprovado. O Sertão vai virar gastrobar, e o gastrobar vai virar Sertão!

Burger do mar: crocante e “fresh”

Em seguida… ahhh, como curti morder o pão fofinho com o recheio crocante, onde encontramos acidez e frescor, na medida boa do equilíbrio de sabores, e do jogo de texturas. Usei uma pimentinha, pra dar um arrepio. Gosto até de drinques e sobremesas apimentadas… Era o Sebas fish burguer, montagem em brioche com peixe empanado, salada refrescante de couve chinesa e aioli de nori.

O menu faz essa viagem, tipo uma volta ao mundo, trazendo referências clássicas da cozinha universal, sob o olhar deste meu competente amigo soteropolitano. Além da América do Sul e da Ásia, tem escala no Havaí, através do Sebaspoke, uma combuca com gohan, atum curado, zest de limão sicilano, ponzu de laranja, salada de abacate, manga, cebola roxa laminada, furikake, ceboulete e tempurá de alga nori.

Tem guacamole mexicano, britânico fish ‘n’ chips, e botecagem à moda carioca, através da Pastelaria do beiçola, de onde saem recheios de camarão na moranga; de queijo com marmelada de cebola; e de carne de panela e desfiada. Gostei dos nomes bem humorados. Cabe a Terra aqui.

Tem referências à Bahia, ou reverências à Boa Terra (Natal) do chef: Bahia manguetown, por exemplo, consiste em casquinha de siri, purê de banana-da-terra e farofa de dendê.

Tem até carimbo indonésio neste passaporte, onde se lê: Uludreams vegan. Trata-se de um Nasi goreng, o “prato indonésio à base de leite de coco, amendoim, coentro, gengibre, especiarias, legumes sazonais e farofa crocante de castanhas com rapadura”, Também servido em versões de camarões e de frango. Eu adoro. Já quero, mas ainda não provei nada desses quatro últimos parágrafos.

Banoffee 5.0: com compota tipo mineira

Mas, além do ceviche, do tartare e do burger do mar, teve sobremesa. Fechamos com o Banoffee 5.0: doce de banana com especiarias, aquelas compotas típicas das Minas Gerais e das fazendas do Vale do Paraíba, com doce de leite da casa, chantilly de limão e farofa de biscoito. Ô, sorte, costumo a dizer, saudando Wilson das Neves.

Navegar é preciso, dizia o poeta. A comida, é o melhor caminho pra viajar. Basta chegar no BG semana que vem. Lembrando, de novo, que domingo dia 24/3, o Sebastián faz um bate-e-volta ao Peru. Mas, sem precisar sair da Gávea.

Salve San Sebastián del Rio de Enero. E de março também.

Desculpe se falei muito. Só queria vender meu chaufa.

SERVIÇO
Cozinha no Quintal: Sebastián, Rua dos Oitis 8, Gávea. Tel.: 21-96622-4885. Instagram: @sebastiangastrobar. Domingo, 24/3, a partir das 13h.

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