MOSTRA INÉDITA DO PROJETO MEROS DO BRASIL COMEÇA ESSA SEMANA NO SANTOS DUMONT

"Gigante dos Recifes", de Athila Bertoncini

O Projeto @merosdobrasil promove, a partir de 4ªf (25/2), a exposição “Meros do Brasil: Resistência e Esperança”, no saguão de desembarque do Aeroporto Santos Dumont.

Inédita e gratuita, a mostra reúne 11 imagens que revelam a força do mero — a maior garoupa do Atlântico Sul (Epinephelus itajara), classificada como criticamente ameaçada de extinção na Lista Vermelha do Ministério do Meio Ambiente — e o trabalho de conservação realizado no estado.

▶️ A visitação será até 23/5, das 6h às 22h30.

O local escolhido não poderia ser melhor: do lado de fora do aeroporto, a paisagem da Baía de Guanabara dialoga diretamente com o mote da exposição.

Ecossistema de enorme relevância ambiental, histórica e econômica, a baía também carrega marcas profundas de séculos de degradação.

A proposta é provocar reflexão: de um lado, cartões-postais; de outro, imagens que evidenciam a beleza e a vulnerabilidade de uma espécie que depende da saúde desses ambientes.

Entre os destaques está a foto “Mosaico da Guanabara”, de Caio Salles, que registra uma ação de reflorestamento de manguezal realizada em parceria com a Rede de Conservação Águas da Guanabara (REDAGUA).

Os manguezais, que quase desapareceram da região nos séculos XIX e XX, são berçários naturais dos meros e fundamentais para a recuperação ambiental da baía.

Outra imagem impactante é “O que os olhos não veem”, de Rodrigo Campanário, que mostra uma praia da Ilha do Fundão tomada por lixo — contraste com áreas que recentemente apresentaram melhora na balneabilidade, enquanto outras ainda sofrem com toneladas de resíduos.

Historicamente abundantes na baía, os meros habitam o oceano há cerca de 20 milhões de anos. Apesar de a pesca ser proibida desde 2002, as populações seguem mínimas na região.

O projeto, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, monitora os remanescentes populacionais e resgata a memória da espécie a partir de pesquisas e relatos de pescadores.

Site: merosdobrasil.org

* Esse post foi feito para o nosso perfil no Instagram: @riojarevista (segue lá!).